Arquivado em: cosmopolitanismo, cultura, educação, feminismo, filosofia, folclore, globalização, islam, mitologia, moda, mundo, mídia, nação
A few years have passed since Glass faced the world of normal life. His experience off-stage, without the things that gave him strength and focus, and facing the possible mortality of his identity for the first time, proved to be positive, indeed. Glass’ connection with God, an ancient story of love, hate and confusion, became the spotlight of his routine. And through this quest for God and comprehension, everything turned out to be clear – Glass’ mission became lucid.
Years in the past, grief-stricken and haunted by words of failure, Glass had a prophetic dream – “he is a soldier in a war. He wears a uniform, but does not know who the enemy is or even what side he is fighting for.” At that time, things were not clear in Glass’ mind. He still battled within himself to find the ideal connection with God, and to understand whether his mission was true or simple madness. Now, Glass looks back to his predictive dream with a different conscience, with a different heart. His bond with God is obvious, his loneliness is far gone, his mission is clear and his allies are ready – Glass, the Machines of God and the Ghost Children are back.
Away from Glass’ problems and confusions, and with the pure strength of God and his allies on his side, it becomes possible for him to believe in his duty and question the surrounding world. In this moment emerges the concept of Zeitgeist – the dominant intellectual and cultural spirit of an era. Glass identified the menacing ruin of the ideals upon which God created the world. But in contrast to what countless leaders usually do, Glass saw this approaching misery with hope. Now Glass’ dream was evident – the enemy became known, and his side of the war he had eventually to lead was clear. But the Doomsday Clock was ticking, the destruction of God’s plans approaching, and the army had to move.
Glass managed to designate and reassemble the Machines of God, and called upon his greatest allies, the Ghost Children, to form his army and finally declare the revolution. As the drowning world became lost in the pessimistic foresight of a three digit sequence of numbers, Glass saw in his three digit sequence (7-7-7) the perfect date for the revolution to begin. Glass and the Machines of God departed across the entire world, recruiting faithful soldiers and training for battle. The army grew bigger and united, in a mutual venture uniting the Ghost Children from the past, already experienced and knowledgeable about the message, with the new recruits, with hopeful hearts and anxious for change. The call for the uprising became natural for the Army of Glass – every night, from corner to corner of the globe, the soldiers repeated “I wanna fight, revolution tonight!” Finally, the destined day came, in the ordained month of the designed year – the revolution commenced, and is now underway.
Ghost Children, soldiers of the Army of Glass, this is merely the foundation of something much bigger. The message is clear, the objective is immediately ahead and the weapons are at hand – the music, love and the complete thrust on one another. One time, the same soldiers that are today skilled sang “Only love, only love can win.” Today, the spirits are the same, the power is the same and the message is the same – true faith and unconditional love. So, Ghost Children, are you ready for the battle?
“The mystery of love is greater than the mystery of death” – Oscar Wilde
Arquivado em: cosmopolitanismo, cultura, educação, filosofia, folclore, globalização, mitologia, mundo, mídia, nação
![]()
Estudar em uma universidade internacional em Paris pode ser um perigo para a sanidade mental e até mesmo para a auto-estima. Em uma sala de aula com 20 alunos existem, segundo as estatísticas da própria universidade (comprovadas por experiência própria), aproximadamente 14 nacionalidades diferentes. Este semestre me registrei em um curso chamado “Media Globalization”. A matéria é interessante, embora pareça apenas um repeteco de tudo o que é visto na maioria dos cursos de comunicação. Discutimos basicamente o efeito que a mídia e a globalização exercem na soberania de cada país. Um dia desses estávamos discutindo o termo “cosmopolitismo”, que pode ser definido de modo sucinto como um pensamento filosófico que considera os homens como formadores de uma única nação, não vendo diferenças entre as mesmas, avaliando o mundo como uma pátria. Durante essa discussão, que estava indo para o caminho de sempre, os alunos estavam basicamente sugerindo que apenas pessoas “culturalmente elevadas” poderiam alcançar esta tal “harmonia social”. Até aí tudo bem, mas ainda assim quem seria capaz de julgar o que é ser “culturalmente superior”? Durante a discussão eles julgavam Europa como uma sociedade “culturalmente superior” e, portanto, “cosmopolitana”. Mas aí eu me pergunto: existe uma calculadora capaz de precisar tais cálculos? E ainda que essa tal calculadora existisse, a pessoa que a inventou estaria levando em consideração todas as circunstancias morais, culturais e sociais do mundo?
Existe uma diferença NADA sutil entre cultura e educação, e poucos parecem notar. Cultura é definida como “aspecto da vida social que se relaciona com a produção do saber, arte, folclore, mitologia, costumes, etc., bem como à sua perpetuação pela transmissão de uma geração à outra”, sendo assim podemos estabelecer que absolutamente todos os seres humanos (fumantes ou não) “têm cultura”. Um índio da tribo Hupda, e até mesmo quem diria, nosso engravatado amigo Hans-Gert Pöttering (presidente do Parlamento Europeu), tem cultura, e o mais intrigante é que ninguém jamais poderá julgar quem é culturalmente superior. Cultura é algo imensurável! Já educação é geralmente definida como “ensinar e aprender. Fenômeno visto em qualquer sociedade, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da passagem, às gerações que se seguem, dos meios culturais necessários à convivência de um membro na sua sociedade”. Concordando ou não com os padrões utilizados, temos que concordar que os homens inventaram maneiras de medir o nível de educação dos indivíduos que habitam o planeta terra. Nesse caso, o índio e Hans-Gert Pöttering continuam empatados, já que o índio provavelmente – por motivos que não discutiremos agora – não teve acesso ao que esses tais homens estabeleceram como educação, e Hans-Gert Pöttering que não importa a formação acadêmica que tenha tido, continua sendo um SEM EDUCAÇÃO. A proposital ambigüidade das palavras serve para mostrar como o mundo é feito de parâmetros que sempre deixam uma considerável parcela da sociedade de fora. Parâmetros estes estabelecidos e reforçados pela sociedade que ainda não consegue distinguir a diferença entre educação e cultura. Lembrando que esta é a mesma sociedade a julgar o seu grau de educação e, porque não, o seu “nível cultural”. Já conheci muito brasileiro deslumbrado com a cultura e educação alheia, pessoas que tem como sonho de consumo “tomar um banho de cultura na Europa”. Vivendo aqui, sendo uma “Outsider” (citando em inglês o título do melhor livro de Camus, para demonstrar meu elevado nível educacional), eu entendo a cada dia de forma mais clara que cultura todos tem, mas que “educação vem de berço”.
Arquivado em: cosmopolitanismo, feminismo, globalização, islam, moda, mídia | Tags: cosmopolitanismo, feminismo, globalização, islam, mídia, moda

بسم الله الرحمن الرحيم
Inaugurando o nosso novo blog…
Difícil será saber até quando vamos ter paciência de manter isso atualizado, mas só depende de nós mesmo. Enquanto tivermos idéias, isso aqui estará vivo…
Estávamos na aula hoje de “Globalização da Mídia”, tratando de temas como “Cosmopolitanismo”. De uma forma ou outra (não importa), o papo caiu na questão da violência internacional (eles querendo dizer “terrorismo”). Consenso geral entre a meninada (eu sou um dos únicos homens da sala, e os outros haviam faltado), tirando a minha esposa, que “tradição” era o culpado pela violência (eles querendo dizer a cultura islâmica).
Fiquei quieto ouvindo, até que uma delas disse algo como ”por exemplo, na Turquia, as mulheres vão ter que passar por essa barreira de tradição e se igualar aos homens para que o país entre na União Européia”. Continuei quieto, para que discutir? Mas comecei a pensar sobre isso…
E não é verdade que as mulheres ocidentais se acham mais livres e poderosas? O aperto dos altíssimos saltos no pés, as saias curtinhas mostrando as pernas no frio de cinco graus, os peitos falsos dentro dos peitos verdadeiros, as toneladas de maquiagens nocivas à saúde pelo rosto inteiro… isso é poder! Mas para que esse estresse todo? Quem inventou que isso tudo é bonito, que isso dá valor? Certamente, um homem. Afinal, quem mais tem interesse que as mulheres se vistam como bonecas de satisfazer os desejos carnais dos homens? Eles mesmos.
Portanto… quanto mais livre a mulher ocidental pensa ser, mais ela joga contra ela mesmo, e mais ela encaixa perfeitamente no jogo do homem, em que a mulher não serve para muita coisa além de fazer sexo.
Enfim, não desenvolvi muito essa idéia ainda mais foi o que me veio à cabeça. Para mim, não entra que furar o corpo todo para enfiar silicone, congelar de frio para mostrar as coxas e dormir horas a menos para poder passar maquiagem na cara possa servir o interesse das mulheres. Mas, como tudo, é melhor não pensar sobre… é mais conveniente… afinal, se não fizerem isso, outras farão, e os homens não as vão olhar.
Amanhã tem mais.
E Allah sabe mais…